segunda-feira, 23 de julho de 2012

Terceira guerra mundial



Meu coração palpita leve amargo.
Leve porque está fraco.
Amargo porque está abandonado.
A solidão escorre por entre meus dedos e aprofunda por meus poros,
Eu posso sentir isso.
E surgem novos ruídos do odor de meus anseios sendo massacrados,
E da dura resistência das últimas migalhas que um dia já foram o meu ser.
Conveniência é uma palavra muito bela de ser dita,
Mas péssima de ser sentida.
Seria esta amiga da hipocrisia?
Eu acredito que as duas sejam uma só.
Hipocrisia, hipocrisia.
Quanto mais te mal digo, mais você desperta entre queridos próximos a mim.
Você não se expressa por palavras e sim por gestos,
Mas estes estão bem claros.
Seria esse o seu plano,
Estas são suas estratégias?
Se essa é a sua missão, preciso planejar a minha defesa.
Guardarei meus fantasmas em meu armário,
E os esconderei em um canto que só eu posso ver.
Vestirei minha armadura brilhante a atordoada,
Para que todos se distraiam com ela,
E não percebam a confusão nas lágrimas dos meus olhos.
Essas palavras, eu quero as tornar definitivas.
Como uma carta que foi enviada milhares de vezes,
Algo que não se pode voltar atrás.
Eu quero o direito de ser feliz,
E quero distribuir afeto entre os que me querem bem.
Afinal, a terceira guerra mundial está guardada dentro de minha palavras.
E eu vou lutar para contê-la.


Texto originalmente postado em Alguma Leitora - antigo blog.

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