quarta-feira, 23 de maio de 2012

Falsidade espontânea.



Um sorriso. Simples, ingênuo. Porém, no segundo em que se encontra sozinha, tal mascara cai. Livre do dever de não preocupar ninguém, ela expõe teus verdadeiros sentimentos. E um anjo negro envolve suas asas ao seu redor. E ela chora. Seu consolo? O seu desespero. A solidão.  Seu coração se retorce em agonia e desesperança. Pensamentos drásticos passeiam por sua mente. Soluções bruscas. Talvez as únicas possíveis. Desprotegida, as lágrimas pesam como toneladas enquanto repousam em seus olhos, e por mais que pareça que o alivio viria com a liberdade delas, este peso apenas se estende até o coração. Medo é a descrição da áurea em volta. Desalento é a melodia. O único desejo é que isso tudo passe. Um descanso. O descanso eterno soa como o sossego esperado. A mais linda das soluções. A mais perfeita. E se pudesse, que a transição seja lenta, para que seja apreciado o tão ambicionado momento.